O recentemente eleito presidente do CDS entusiasmou o pavilhão de exposições de Aveiro no passado Sábado. Com um discurso empolgado, acusando a esquerda de caricaturar a direita, gritou palavras que, não sendo suas, resultaram muito bem: “[na boca das esquerdas] quando o combate aperta e a febre aumenta, até fascistas somos todos!” Eu estava lá e aplaudi. Afastado há mais de 20 anos da vida partidária, abri uma excepção a esta regra e fui ao Congresso do CDS. Fi-lo porque o momento era crítico, o líder era bom e o projecto era nobre. O momento era crítico porque a ameaça que pairava sobre o CDS era grande; o líder era bom, porque o João Almeida, que apoiei, é um político de diálogo, de síntese, responsável e com uma visão de serviço público da política; e o projecto era nobre, porque a moção que apresentámos ao Congresso, escrita a muitas e muito competentes mãos, visava endereçar respostas e definir prioridades úteis aos anseios dos portugueses e a Portugal. O projecto que era ...
Quinta parte da mão de papel ou a centésima da resma.