Há uma discussão que o país tarda em fazer, agudizando com essa omissão um dos seus maiores problemas estruturais: o peso do Estado. A discussão do número de funcionários – que a esquerda acha sempre poucos e a direita acha sempre muitos – é tanto mais estéril quanto menos nos perguntarmos qual a sua utilidade. Quando antes do Verão a crise da greve do transporte das matérias perigosas incendiou o país, discutiram-se alguns aspectos importantes e aprenderam-se algumas coisas interessantes: da obsolescência da lei da greve à lição de que a esquerda está sempre, sempre do lado dos trabalhadores… porquanto esses estejam sindicalizados na CGTP. Porém, no meio de tanto ruído, passou ao lado da discussão o debate sobre a marca de um Estado omnipresente e omnipotente, que vai muito para além do que uma economia livre e competitiva desejaria e onde nada se faz sem um papel com a assinatura de um burocrata. Há uns anos o Gato Fedorento popularizou uma rábula que fi...
Quinta parte da mão de papel ou a centésima da resma.