“Tomai,
Senhor, e recebei…” - procurava acalmar o nervo com a fórmula a que se
habituara. Procurar a calma – mais que o sentido das coisas – era um esforço,
uma disciplina a que, quotidianamente, tinha de se sujeitar. A força com que
lhe apetecia bater-lhe, no pináculo da ira, era a que pedia para se domar e
calar. A religiosidade e a relação com o Divino é tão antiga quanto o homem;
uma herança natural da sua própria condição, dizem. Mas natural, para si, era o
fervor da ira a subir-lhe à cabeça, ou, nos momentos menos irados, os caminhos
percorridos nos terrenos conhecidos da maledicência. Numa e noutra condição era
aí que satisfazia as necessidades – ou amainava os tormentos – do ego. O pecado
o seu território; a virtude o seu horizonte. Longínquo, seguramente. A fé
trouxe-lhe o imperativo da humildade e da paciência. Mas ele sabia que para lá
chegar tinha de convocar toda a razão a si.
O critério 5.7: Conservadores, Liberais, Democratas-Cristãos e Sociais-Democratas (não socialistas), uni-vos!
Acabados de sair de uma revolução que muitos em Abril de 1974 quiseram que fosse uma Revolução (à francesa), mas que a maior parte dos portugueses no 25 Novembro de 1975 assegurou que fosse apenas uma (gloriosa) r evolução, Portugal elegeu, em 1980, apenas 6 anos depois de Abril, a Aliança Democrática (AD), um projecto político de centro direita alicerçado numa ideia libertadora e modernizadora da sociedade portuguesa. Mais recentemente, em 2011, depois de 7 anos de governação socialista, com a duplicação da dívida pública, a quase insolvência das contas públicas e o humilhante pedido de assistência externa, foi a convergência útil, pragmática, responsável e competente do PSD e do CDS que deu a resposta que o país urgentemente necessitava. Seguramente a braços com as suas diferenças, com os seus normais conflitos e também com os seus erros, foram o PSD e o CDS que conseguiram cumprir o pesado caderno de encargos legado pelo governo anterior do Partido Socialista e que consegui...
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