O Big Brother faz 20 anos e a TVI resolveu celebrar a data com uma nova edição do programa. Dizem os especialistas que o Big Brother revolucionou a televisão. Revolucionou é a palavra. Das revoluções não se pode esperar nada de bom. Seguro é que nestes 20 anos o Big Brother fez escola. O país, esse, perdeu o escol. Vamos nós primeiro ao que fez escola e depois ao escol, já que muito escol preferiu ir pouco à escola. O Big Brother inaugurou um género televisivo onde as massas ganharam protagonismo. Os modos de falar, as mundividências – e já agora a ausência de mundo e de vidências também –, as egomanias e as artificialidades e sobretudo as emoções dos homens e das mulheres comuns ganharam palco. E os que estavam em casa, entre os que se reviram e os que se reviraram, identificaram-se por simpatia ou por rejeição. Neste caminho, o que a televisão – então o alfa e o omega da comunicação social, depois que o video killed the radi...
Quinta parte da mão de papel ou a centésima da resma.